série Magnum Marvel
Simon Photo courtesy of Marvel Television. © 2025 MARVEL

Magnum | 5 curiosidades sobre a nova série da Marvel no Disney+

Conheça cinco curiosidades sobre Magnum, a nova série da Marvel no Disney+, que aposta em metalinguagem, humor e bastidores de Hollywood.

A Marvel Studios abre 2026 com uma produção diferente de tudo o que já apresentou no MCU. Em vez de focar apenas em batalhas épicas, Magnum volta o olhar para os bastidores de Hollywood. O resultado é uma série metalinguística, bem-humorada e surpreendente, criada justamente pelo estúdio responsável por Vingadores, Quarteto Fantástico e outros sucessos.

A trama acompanha Simon Williams (Yahya Abdul-Mateen II), um aspirante a ator que vê sua grande chance ao descobrir que um remake do clássico filme do super-herói Magnum está em produção. No entanto, enquanto disputa o papel principal, ele precisa esconder um grande segredo: seus superpoderes.

Durante essa jornada, Simon cruza o caminho de Trevor Slattery (Ben Kingsley), ator em busca de redenção após ter se passado pelo Mandarim em Homem de Ferro 3 (2013). Juntos, eles enfrentam os desafios de um mundo que, curiosamente, proíbe atores de terem dons especiais.

A seguir, confira cinco curiosidades que ajudam a entender por que Magnum promete ser uma das séries mais originais da Marvel no Disney+.

Magnum já era um herói de cinema nas HQs

Dentro do Universo Marvel, poucos personagens se encaixam tão bem em uma história sobre cinema quanto Magnum. Nas HQs, Simon Williams foi criado em 1964, por Stan Lee e Don Heck. No início, ele não tinha qualquer talento para atuação.

Entretanto, em The Avengers #181 (1978), Simon decide se tornar ator. A partir daí, ele passa a conciliar a vida de super-herói com trabalhos como dublê e astro de cinema e TV. Esse detalhe foi essencial para inspirar a abordagem da série.

Segundo o cocriador Andrew Guest, a produção inverte essa lógica. Em vez de mostrar um herói que vira astro, Magnum apresenta um ator que precisa lidar com superpoderes enquanto tenta vencer em Hollywood.

A ideia surgiu a partir de outro filme do MCU

Photo courtesy of Marvel Television. © 2025 MARVEL

Embora Magnum seja um personagem inédito no MCU, a origem da série está ligada a outro projeto da Marvel. Um dos criadores é Destin Daniel Cretton, diretor de Shang-Chi e a Lenda dos Dez Anéis (2021).

Durante esse filme, Cretton se encantou com a atuação de Ben Kingsley como Trevor Slattery. A princípio, ele chegou a sugerir uma série solo sobre o personagem. Ao mesmo tempo, a Marvel já desenvolvia um projeto centrado em um ator-super-herói chamado Magnum.

Como resultado, as ideias se uniram. Assim, nasceu a série que conecta as trajetórias de Simon Williams e Trevor Slattery no Disney+.

Ben Kingsley influenciou diretamente o personagem

Além de estrelar a série, Ben Kingsley teve papel fundamental na construção de Trevor Slattery. De acordo com Andrew Guest, o ator ajudou a aprofundar o passado do personagem dentro do MCU.

Além disso, a própria relação de Kingsley com a arte da atuação serviu de inspiração. Uma fala marcante do episódio piloto surgiu de conversas reais com o ator, envolvendo Shakespeare e o propósito do teatro como espelho da natureza humana.

Dessa forma, Trevor ganha mais camadas emocionais e se torna um dos personagens mais complexos da série.

Uma comédia que foge do óbvio

Photo courtesy of Marvel Television. © 2025 MARVEL

Embora a comédia seja um elemento central, Magnum não se limita ao humor tradicional. O time de roteiristas inclui nomes de séries como Brooklyn Nine-Nine e 30 Rock, o que garante diálogos afiados e situações absurdas.

No entanto, conforme a produção avançou, o tom evoluiu. Segundo Destin Daniel Cretton, a série se transformou em algo único: uma mistura de comédia, drama, ação, fantasia e camaradagem.

Assim, Magnum promete provocar risadas, desconforto, emoção e até reflexão — tudo ao mesmo tempo.

Uma sátira feita com respeito

Apesar de satirizar Hollywood, Magnum trata seus personagens com empatia. Para Yahya Abdul-Mateen II, a série representa artistas que lutam diariamente por reconhecimento.

Segundo o ator, tanto ele quanto Ben Kingsley sentiram a responsabilidade de representar esses profissionais com carinho. Ainda assim, a produção não abre mão da autocrítica e do humor autorreferente.

Dessa forma, a série equilibra sátira e respeito, rindo do sistema sem desumanizar quem vive dentro dele.

Os oito episódios da minissérie Magnum chegaram ao Disney+ em 27 de janeiro e já se destacam como uma das apostas mais ousadas da Marvel Studios.

Últimas publicações

VEJA TAMBÉM

CRÍTICA | Cara de Um, Focinho de Outro

Restabelecendo o conceito original com uma história fofa e inteligente, a nova animação da Pixar Animation Studios se consagra como um dos longas mais divertidos do estúdio em décadas. Se havia alguma suspeita de que o novo longa pudesse não representar os melhores artifícios do famoso estúdio de animação, essas desconfianças se dissiparam. O filme de Daniel Chong é uma vitória e um retorno à boa forma de histórias divertidas que compreendem seu papel de entretenimento com sabedoria. A nova animação da Pixar, dirigida e escrita por Chong, traz uma história encantadora e inovadora sobre Mabel (Piper Curda), uma jovem amante dos animais que usa uma tecnologia revolucionária para se conectar com o mundo animal de uma maneira única. Graças a uma invenção que permite transferir sua consciência para o corpo de um castor robótico, Mabel pode agora explorar os mistérios do reino animal, vivenciando o mundo de uma perspectiva completamente nova, além de acessar suas próprias emoções e imaginação. Enquanto Mabel se aventura nesse universo fascinante, ela se depara com uma grande ameaça: Jerry (Jon Hamm), o prefeito anti-animal cuja postura hostil em relação aos seres não humanos coloca os animais em risco. Jerry está determinado a acabar com a convivência entre humanos e animais e, portanto, Mabel precisa agir disfarçada como uma marmota robô para desvendar seus planos e proteger seus amigos de patas e penas. É com imensa satisfação que posso afirmar: trata-se de uma fórmula consagrada que se renova quando são dadas as devidas liberdades aos autores. O visual é estonteante e vivo em Cara de Um, Focinho de Outro, e o filme traz elementos já costumeiros desse tipo de obra, como uma mensagem edificante e maneirismos cômicos sustentados por personagens secundários carismáticos. Essa fórmula, instaurada a partir de Toy Story e aperfeiçoada desde então, sempre foi imitada pelos rivais da Pixar. Em maior ou menor grau, dentro do próprio estúdio ela também preencheu lacunas de produções anteriores, mesmo quando algumas não alcançaram o resultado esperado. Aqui, pelo contrário, esses elementos se misturam com um ar de ficção científica mais latente, assim como com um aspecto de terror muito particular — talvez até introdutório para crianças — construído a partir de um conceito que não fere a inocência infantil. Entretanto, o longa acaba não sendo perfeito pelo simples fato de acelerar demais sua resolução no terceiro ato, quando isso poderia ter sido conduzido com maior esmero. Fora isso, é pura diversão familiar inescapável no cinema. Nota do crítico:  Título: Cara de Um, Focinho de Outro Duração: 1h45min Gênero: Animação Onde Assistir: Cinema Sinopse: Para impedir que um bosque que abriga os animais seja destruído, a jovem Mabel transfere a própria mente para um castor robótico realista. Infiltrada no mundo selvagem, a jovem defensora da natureza une forças aos bichos em uma aventura animal.

CRÍTICA | A Noiva!

Uma bagunça completa, mas difícil de desviar o olhar, o segundo filme de Maggie Gyllenhaal é uma exortação punk rock experimental que quer dizer muito e não alcança plenamente esse feito. Quando esta produção lutava para conseguir orçamento para ser realizada na Netflix, a Warner Bros. veio em socorro da diretora, negociando a produção por um valor menor, mas garantindo um lançamento nos cinemas. Diferente de tudo que um espectador possa esperar ao comprar o ingresso, o longa será, no meu entender, avaliado e reavaliado ao longo dos anos que se seguirão, dado o grau claramente divisivo de sua proposta subversiva. A mistura de gêneros consolida uma visão única, mas igualmente falha. A Noiva! se passa em Chicago na década de 1930 e acompanha a história de origem da Noiva, uma jovem assassinada que ganha vida novamente. Sua morte trágica é encomendada pelo monstro do cientista Frankenstein que, solitário, pede uma companheira ao Dr. Euphronius. Os dois trazem de volta à vida uma jovem e, assim, nasce uma nova criatura: a Noiva. Logo, ela descobre um mundo marcado por obsessões e violência, além de se envolver em um romance selvagem e explosivo. Muita coisa é abordada no longa de Maggie: misoginia, violência policial e contra mulheres, máfia inescrupulosa, corrupção no sistema, números musicais em tom de homenagem, pertencimento e o amor como possível cura da solidão. Essa grande mistura — cujo roteiro também é escrito pela própria diretora — não chega a se encaixar plenamente. A única coesão real da narrativa está na atriz Jessie Buckley, futura vencedora do Oscar de Melhor Atriz por Hamnet, de Chloé Zhao. A intérprete está tão maníaca quanto se espera diante do caos da personagem — ou melhor, das três personalidades que ela assume ao longo do filme. Fica evidente não apenas o comprometimento da diretora com sua visão, que neste momento ainda parece difusa, mas também que é em Buckley que tudo ganha vida e contornos de loucura. Chego a admirar seu contraparte, Christian Bale, que interpreta Frank, o monstro de Frankenstein. O ator não chega a incomodar, mas fica aquém do que se espera dele quando divide cena com Buckley. Há uma tentativa de humanizar e compreender a dinâmica não apenas do casal, mas dos personagens como um todo, e isso acaba permanecendo um tanto vago. O que também chama atenção é o subaproveitamento de outros grandes nomes do elenco, como Penélope Cruz, que pouco aparece e merecia um desenvolvimento mais robusto — especialmente considerando o papel de autoridade que sua personagem tenta exercer ao longo da história. Nota do crítico:  Título: A Noiva! Duração: 2h07min Gênero: Drama, Romance, Suspense, Terror, Ficção Científica Onde Assistir: Cinemas Sinopse: Um solitário Frankenstein viaja para a Chicago dos anos 1930 para contactar uma cientista pioneira e lhe pedir que crie uma companheira para ele. Os dois revivem uma jovem assassinada, e a Noiva nasce.