Lanternas

“Lanternas” | Nova série da DC ganha primeiro teaser e promete mistério, uma abordagem mais sombria do universo dos heróis

A série acompanha dois personagens clássicos da mitologia da DC: Hal Jordan e John Stewart. Membros da lendária Tropa dos Lanternas Verdes

A plataforma HBO Max divulgou o primeiro teaser oficial de “Lanternas”, nova série inspirada nos heróis da DC Comics que promete expandir o universo televisivo da franquia com uma proposta mais madura e investigativa. A produção é estrelada por Kyle Chandler, Aaron Pierre e Kelly Macdonald, e tem estreia prevista para agosto, com exibição na HBO e também no streaming. As informações são do Almanaque Geek.

A série acompanha dois personagens clássicos da mitologia da DC: Hal Jordan e John Stewart. Membros da lendária Tropa dos Lanternas Verdes, eles atuam como uma espécie de força policial intergaláctica responsável por proteger diferentes setores do universo utilizando anéis capazes de canalizar energia pura através da força de vontade.

Na trama, Hal Jordan é apresentado como um Lanterna veterano que já enfrentou inúmeras missões pelo cosmos. Ao seu lado surge John Stewart, um novo recruta que ainda está aprendendo a lidar com a responsabilidade e o poder de se tornar um membro da tropa. A parceria entre os dois é colocada à prova quando eles são enviados à Terra para investigar um misterioso assassinato ocorrido no interior dos Estados Unidos — um caso que, aos poucos, revela implicações muito maiores do que aparenta.

Diferente de muitas produções tradicionais de super-heróis, “Lanternas” aposta em um tom mais realista e investigativo. A série mistura ficção científica com drama policial, explorando uma narrativa que combina conspirações, mistérios e tensões humanas. A proposta, segundo os próprios criadores, tem inspiração em produções como True Detective, conhecida por suas histórias densas, atmosfera sombria e investigação cheia de camadas.

Além da ação e dos elementos cósmicos característicos dos Lanternas Verdes, a produção pretende aprofundar o desenvolvimento dos personagens e suas motivações, mostrando não apenas heróis com poderes extraordinários, mas também indivíduos enfrentando dilemas, segredos e responsabilidades que podem impactar todo o universo.

A série faz parte do novo planejamento do universo compartilhado da DC, comandado por James Gunn e Peter Safran. A dupla assumiu a liderança criativa da DC Studios em 2022 com o objetivo de reorganizar a franquia e construir uma narrativa mais coesa entre cinema, televisão e streaming.

O episódio piloto foi coescrito por Chris Mundy, Damon Lindelof e Tom King, nomes conhecidos por trabalhos em séries de grande repercussão e também por sua experiência com narrativas complexas e personagens profundos. Mundy também atua como showrunner da produção, responsável por conduzir o desenvolvimento criativo da série.

Curiosamente, o projeto passou por diversas mudanças até chegar ao formato atual. A ideia inicial surgiu ainda em 2019, quando o produtor Greg Berlanti desenvolvia uma série que apresentaria vários Lanternas Verdes espalhados pelo universo. Com a reestruturação da DC Studios, a proposta foi reformulada e passou a focar diretamente na parceria entre Hal Jordan e John Stewart, além de apostar em uma abordagem mais madura e investigativa.

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CRÍTICA | Cara de Um, Focinho de Outro

Restabelecendo o conceito original com uma história fofa e inteligente, a nova animação da Pixar Animation Studios se consagra como um dos longas mais divertidos do estúdio em décadas. Se havia alguma suspeita de que o novo longa pudesse não representar os melhores artifícios do famoso estúdio de animação, essas desconfianças se dissiparam. O filme de Daniel Chong é uma vitória e um retorno à boa forma de histórias divertidas que compreendem seu papel de entretenimento com sabedoria. A nova animação da Pixar, dirigida e escrita por Chong, traz uma história encantadora e inovadora sobre Mabel (Piper Curda), uma jovem amante dos animais que usa uma tecnologia revolucionária para se conectar com o mundo animal de uma maneira única. Graças a uma invenção que permite transferir sua consciência para o corpo de um castor robótico, Mabel pode agora explorar os mistérios do reino animal, vivenciando o mundo de uma perspectiva completamente nova, além de acessar suas próprias emoções e imaginação. Enquanto Mabel se aventura nesse universo fascinante, ela se depara com uma grande ameaça: Jerry (Jon Hamm), o prefeito anti-animal cuja postura hostil em relação aos seres não humanos coloca os animais em risco. Jerry está determinado a acabar com a convivência entre humanos e animais e, portanto, Mabel precisa agir disfarçada como uma marmota robô para desvendar seus planos e proteger seus amigos de patas e penas. É com imensa satisfação que posso afirmar: trata-se de uma fórmula consagrada que se renova quando são dadas as devidas liberdades aos autores. O visual é estonteante e vivo em Cara de Um, Focinho de Outro, e o filme traz elementos já costumeiros desse tipo de obra, como uma mensagem edificante e maneirismos cômicos sustentados por personagens secundários carismáticos. Essa fórmula, instaurada a partir de Toy Story e aperfeiçoada desde então, sempre foi imitada pelos rivais da Pixar. Em maior ou menor grau, dentro do próprio estúdio ela também preencheu lacunas de produções anteriores, mesmo quando algumas não alcançaram o resultado esperado. Aqui, pelo contrário, esses elementos se misturam com um ar de ficção científica mais latente, assim como com um aspecto de terror muito particular — talvez até introdutório para crianças — construído a partir de um conceito que não fere a inocência infantil. Entretanto, o longa acaba não sendo perfeito pelo simples fato de acelerar demais sua resolução no terceiro ato, quando isso poderia ter sido conduzido com maior esmero. Fora isso, é pura diversão familiar inescapável no cinema. Nota do crítico:  Título: Cara de Um, Focinho de Outro Duração: 1h45min Gênero: Animação Onde Assistir: Cinema Sinopse: Para impedir que um bosque que abriga os animais seja destruído, a jovem Mabel transfere a própria mente para um castor robótico realista. Infiltrada no mundo selvagem, a jovem defensora da natureza une forças aos bichos em uma aventura animal.

CRÍTICA | A Noiva!

Uma bagunça completa, mas difícil de desviar o olhar, o segundo filme de Maggie Gyllenhaal é uma exortação punk rock experimental que quer dizer muito e não alcança plenamente esse feito. Quando esta produção lutava para conseguir orçamento para ser realizada na Netflix, a Warner Bros. veio em socorro da diretora, negociando a produção por um valor menor, mas garantindo um lançamento nos cinemas. Diferente de tudo que um espectador possa esperar ao comprar o ingresso, o longa será, no meu entender, avaliado e reavaliado ao longo dos anos que se seguirão, dado o grau claramente divisivo de sua proposta subversiva. A mistura de gêneros consolida uma visão única, mas igualmente falha. A Noiva! se passa em Chicago na década de 1930 e acompanha a história de origem da Noiva, uma jovem assassinada que ganha vida novamente. Sua morte trágica é encomendada pelo monstro do cientista Frankenstein que, solitário, pede uma companheira ao Dr. Euphronius. Os dois trazem de volta à vida uma jovem e, assim, nasce uma nova criatura: a Noiva. Logo, ela descobre um mundo marcado por obsessões e violência, além de se envolver em um romance selvagem e explosivo. Muita coisa é abordada no longa de Maggie: misoginia, violência policial e contra mulheres, máfia inescrupulosa, corrupção no sistema, números musicais em tom de homenagem, pertencimento e o amor como possível cura da solidão. Essa grande mistura — cujo roteiro também é escrito pela própria diretora — não chega a se encaixar plenamente. A única coesão real da narrativa está na atriz Jessie Buckley, futura vencedora do Oscar de Melhor Atriz por Hamnet, de Chloé Zhao. A intérprete está tão maníaca quanto se espera diante do caos da personagem — ou melhor, das três personalidades que ela assume ao longo do filme. Fica evidente não apenas o comprometimento da diretora com sua visão, que neste momento ainda parece difusa, mas também que é em Buckley que tudo ganha vida e contornos de loucura. Chego a admirar seu contraparte, Christian Bale, que interpreta Frank, o monstro de Frankenstein. O ator não chega a incomodar, mas fica aquém do que se espera dele quando divide cena com Buckley. Há uma tentativa de humanizar e compreender a dinâmica não apenas do casal, mas dos personagens como um todo, e isso acaba permanecendo um tanto vago. O que também chama atenção é o subaproveitamento de outros grandes nomes do elenco, como Penélope Cruz, que pouco aparece e merecia um desenvolvimento mais robusto — especialmente considerando o papel de autoridade que sua personagem tenta exercer ao longo da história. Nota do crítico:  Título: A Noiva! Duração: 2h07min Gênero: Drama, Romance, Suspense, Terror, Ficção Científica Onde Assistir: Cinemas Sinopse: Um solitário Frankenstein viaja para a Chicago dos anos 1930 para contactar uma cientista pioneira e lhe pedir que crie uma companheira para ele. Os dois revivem uma jovem assassinada, e a Noiva nasce.