Quando a Warner Bros. e sua subsidiária New Line Cinema anunciaram o recomeço da famosa franquia de jogos — um dos maiores trunfos da divisão gamer da empresa — em uma nova leva de filmes para o cinema, a primeira impressão, ainda em 2021, foi bastante ruim.
Tentando estabelecer uma base que já estava consolidada, o primeiro longa errou ao introduzir para o grande público algo que já era amplamente reconhecível: o próprio universo da franquia e seus personagens altamente identificáveis.

O protagonista não tinha carisma, o torneio era quase esquecido, e isso transformou o primeiro filme em um lenga-lenga maçante e pálido. Algo que não se aplica à continuação, que dá um salto de qualidade dentro de seus próprios limites e parece dizer diretamente ao antecessor: “It’s official, you suck!”
Mortal Kombat II segue adaptando a icônica série de videogames e agora acompanha os famosos campeões ao lado do próprio Johnny Cage.
Em uma nova disputa entre as forças do Plano Terreno e o regime tirânico de Shao Kahn, os guerreiros precisarão encontrar equilíbrio entre os reinos enquanto enfrentam batalhas intensas e brutais.
Com heróis e antigos rivais obrigados a se unir, uma guerra sangrenta e decisiva determinará o destino de todos os habitantes.

Tudo funciona melhor aqui: o filme elimina rapidamente personagens que não interessam, introduz o torneio logo de cara e estabelece com clareza os dois polos centrais da narrativa — o drama de Kitana (Adeline Rudolph) e a chegada cômica de Johnny Cage (Karl Urban) dentro da luta pela manutenção do Plano Terreno contra Shao Kahn (Martyn Ford).
Cole Young (Lewis Tan), que ocupava cerca de 40 minutos do primeiro longa, mal soma quatro minutos desta vez — resultado da percepção tardia de produtores e diretor de que praticamente ninguém se importava com ele. E isso nem chega a ser spoiler: poucos defendiam o personagem.
Também merece destaque a melhoria substancial dos efeitos visuais, agora mais amplos e convincentes. As coreografias de luta reverenciam os jogos de forma explícita e dão um caráter quase mágico à brutalidade extrema. Não se escondem membros decepados, cortes viscerais ou golpes profundos entre os adversários. A sensação de tensão é constante.

Claro que ainda existem problemas evidentes em um roteiro que precisa resetar uma franquia que talvez já não tivesse tanto para desenvolver, mas também não faz sentido exigir grande intelectualidade de uma história como essa. A proposta aqui é simples: curtir e ser feliz.
Nota do crítico:
Título: Mortal Kombat II
Duração: 1h56min
Gênero: Ação
Onde Assistir: Cinemas
Sinopse: Os campeões favoritos dos fãs – agora acompanhados pelo próprio Johnny Cage – se enfrentam na batalha final para derrotar o domínio sombrio de Shao Kahn, que ameaça a própria existência do Earthrealm e de seus defensores.
