Industry
Divulgação/HBO

Industry | HBO RENOVA série para quinta e última temporada

A HBO confirma a quinta e última temporada de Industry, encerrando o aclamado drama financeiro criado por Mickey Down e Konrad Kay.

A HBO confirmou a renovação de Industry para sua quinta e última temporada. Com isso, o drama criado por Mickey Down e Konrad Kay chegará ao fim após consolidar sua relevância no catálogo do canal. Atualmente, a quarta temporada exibe seus episódios finais. O oitavo e último capítulo vai ao ar no domingo, 1º de março, às 22h, também disponível na HBO Max.

Desde a estreia, a série acompanha jovens profissionais do mercado financeiro de Londres. Ao longo dos anos, no entanto, a narrativa ampliou seu escopo e passou a discutir poder, política, classe social e ambição com ainda mais intensidade.

Ambição, poder e amizade sob pressão

Na quarta temporada, Harper (Myha’la) e Yasmin (Marisa Abela) vivem o auge de suas carreiras. Ambas conquistaram espaço e reconhecimento no competitivo universo financeiro. Porém, a chegada de uma poderosa fintech altera o equilíbrio do jogo e inaugura uma nova disputa por influência.

Enquanto isso, Yasmin se envolve com o magnata da tecnologia Sir Henry Muck (Kit Harington). Ao mesmo tempo, Harper se aproxima do enigmático executivo Whitney Halberstram (Max Minghella). Dessa forma, a amizade entre as duas passa a enfrentar tensões cada vez mais evidentes.

Sob pressão constante, dinheiro e desejo de ascensão moldam decisões arriscadas. Como resultado, alianças se fragilizam e conflitos ganham novas camadas emocionais.

Elenco reforçado e temporada elogiada

Além das protagonistas, a quarta temporada reúne um elenco expressivo. Estão presentes Ken Leung, Miriam Petche, Sagar Radia, Toheeb Jimoh, Charlie Heaton, Amy James-Kelly, Roger Barclay, Andrew Havill, Kiernan Shipka, Kal Penn, Jack Farthing, Stephen Campbell Moore, Claire Forlani e Edward Holcroft.

A crítica especializada recebeu a temporada com entusiasmo. Veículos internacionais destacaram a ousadia da narrativa, o amadurecimento temático e as atuações intensas. Além disso, muitos apontaram este ano como o mais ambicioso da série até agora.

Decisão criativa e despedida planejada

Segundo Down e Kay, encerrar Industry na quinta temporada garante um desfecho coeso e impactante. Eles afirmaram que pensaram cuidadosamente na melhor forma de concluir a história. Assim, optaram por sair em alta, mantendo o padrão de qualidade que marcou a produção.

A produtora executiva Jane Tranter, da Bad Wolf, celebrou a trajetória da série. Para ela, o drama conquistou seu espaço entre as produções mais prestigiadas da HBO ao longo dos últimos anos.

Portanto, a quinta temporada promete intensificar disputas, aprofundar relações e entregar um final à altura da reputação construída. Agora, resta ao público acompanhar os próximos passos de Harper e Yasmin rumo ao encerramento definitivo dessa história marcada por ambição e poder.

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Restabelecendo o conceito original com uma história fofa e inteligente, a nova animação da Pixar Animation Studios se consagra como um dos longas mais divertidos do estúdio em décadas. Se havia alguma suspeita de que o novo longa pudesse não representar os melhores artifícios do famoso estúdio de animação, essas desconfianças se dissiparam. O filme de Daniel Chong é uma vitória e um retorno à boa forma de histórias divertidas que compreendem seu papel de entretenimento com sabedoria. A nova animação da Pixar, dirigida e escrita por Chong, traz uma história encantadora e inovadora sobre Mabel (Piper Curda), uma jovem amante dos animais que usa uma tecnologia revolucionária para se conectar com o mundo animal de uma maneira única. Graças a uma invenção que permite transferir sua consciência para o corpo de um castor robótico, Mabel pode agora explorar os mistérios do reino animal, vivenciando o mundo de uma perspectiva completamente nova, além de acessar suas próprias emoções e imaginação. Enquanto Mabel se aventura nesse universo fascinante, ela se depara com uma grande ameaça: Jerry (Jon Hamm), o prefeito anti-animal cuja postura hostil em relação aos seres não humanos coloca os animais em risco. Jerry está determinado a acabar com a convivência entre humanos e animais e, portanto, Mabel precisa agir disfarçada como uma marmota robô para desvendar seus planos e proteger seus amigos de patas e penas. É com imensa satisfação que posso afirmar: trata-se de uma fórmula consagrada que se renova quando são dadas as devidas liberdades aos autores. O visual é estonteante e vivo em Cara de Um, Focinho de Outro, e o filme traz elementos já costumeiros desse tipo de obra, como uma mensagem edificante e maneirismos cômicos sustentados por personagens secundários carismáticos. Essa fórmula, instaurada a partir de Toy Story e aperfeiçoada desde então, sempre foi imitada pelos rivais da Pixar. Em maior ou menor grau, dentro do próprio estúdio ela também preencheu lacunas de produções anteriores, mesmo quando algumas não alcançaram o resultado esperado. Aqui, pelo contrário, esses elementos se misturam com um ar de ficção científica mais latente, assim como com um aspecto de terror muito particular — talvez até introdutório para crianças — construído a partir de um conceito que não fere a inocência infantil. Entretanto, o longa acaba não sendo perfeito pelo simples fato de acelerar demais sua resolução no terceiro ato, quando isso poderia ter sido conduzido com maior esmero. Fora isso, é pura diversão familiar inescapável no cinema. Nota do crítico:  Título: Cara de Um, Focinho de Outro Duração: 1h45min Gênero: Animação Onde Assistir: Cinema Sinopse: Para impedir que um bosque que abriga os animais seja destruído, a jovem Mabel transfere a própria mente para um castor robótico realista. Infiltrada no mundo selvagem, a jovem defensora da natureza une forças aos bichos em uma aventura animal.

CRÍTICA | A Noiva!

Uma bagunça completa, mas difícil de desviar o olhar, o segundo filme de Maggie Gyllenhaal é uma exortação punk rock experimental que quer dizer muito e não alcança plenamente esse feito. Quando esta produção lutava para conseguir orçamento para ser realizada na Netflix, a Warner Bros. veio em socorro da diretora, negociando a produção por um valor menor, mas garantindo um lançamento nos cinemas. Diferente de tudo que um espectador possa esperar ao comprar o ingresso, o longa será, no meu entender, avaliado e reavaliado ao longo dos anos que se seguirão, dado o grau claramente divisivo de sua proposta subversiva. A mistura de gêneros consolida uma visão única, mas igualmente falha. A Noiva! se passa em Chicago na década de 1930 e acompanha a história de origem da Noiva, uma jovem assassinada que ganha vida novamente. Sua morte trágica é encomendada pelo monstro do cientista Frankenstein que, solitário, pede uma companheira ao Dr. Euphronius. Os dois trazem de volta à vida uma jovem e, assim, nasce uma nova criatura: a Noiva. Logo, ela descobre um mundo marcado por obsessões e violência, além de se envolver em um romance selvagem e explosivo. Muita coisa é abordada no longa de Maggie: misoginia, violência policial e contra mulheres, máfia inescrupulosa, corrupção no sistema, números musicais em tom de homenagem, pertencimento e o amor como possível cura da solidão. Essa grande mistura — cujo roteiro também é escrito pela própria diretora — não chega a se encaixar plenamente. A única coesão real da narrativa está na atriz Jessie Buckley, futura vencedora do Oscar de Melhor Atriz por Hamnet, de Chloé Zhao. A intérprete está tão maníaca quanto se espera diante do caos da personagem — ou melhor, das três personalidades que ela assume ao longo do filme. Fica evidente não apenas o comprometimento da diretora com sua visão, que neste momento ainda parece difusa, mas também que é em Buckley que tudo ganha vida e contornos de loucura. Chego a admirar seu contraparte, Christian Bale, que interpreta Frank, o monstro de Frankenstein. O ator não chega a incomodar, mas fica aquém do que se espera dele quando divide cena com Buckley. Há uma tentativa de humanizar e compreender a dinâmica não apenas do casal, mas dos personagens como um todo, e isso acaba permanecendo um tanto vago. O que também chama atenção é o subaproveitamento de outros grandes nomes do elenco, como Penélope Cruz, que pouco aparece e merecia um desenvolvimento mais robusto — especialmente considerando o papel de autoridade que sua personagem tenta exercer ao longo da história. Nota do crítico:  Título: A Noiva! Duração: 2h07min Gênero: Drama, Romance, Suspense, Terror, Ficção Científica Onde Assistir: Cinemas Sinopse: Um solitário Frankenstein viaja para a Chicago dos anos 1930 para contactar uma cientista pioneira e lhe pedir que crie uma companheira para ele. Os dois revivem uma jovem assassinada, e a Noiva nasce.