filme Socorro!
Photo by Brook Rushton. © 2025 20th Century Studios. All Rights Reserved.

Socorro! | Saiba por que o filme promete ser o mais maluco de 2026

Com terror, comédia e sobrevivência, Socorro!, novo filme de Sam Raimi, promete ser uma das experiências mais insanas do cinema em 2026.

O cinema tem o poder de transportar o público para universos completamente diferentes. Algumas produções exploram esse recurso para provocar medo, outras para arrancar risadas ou inspirar. Socorro!, no entanto, faz tudo isso ao mesmo tempo. Por isso, o longa já desponta como um dos filmes mais malucos que chegam às telonas em 2026.

Misturando terror, comédia e suspense, o filme aposta no exagero, no absurdo e na tensão psicológica para criar uma experiência única — e nada convencional.

Qual é a história de Socorro!?

Em Socorro!, acompanhamos Linda Liddle (Rachel McAdams), uma funcionária dedicada que vê sua sonhada promoção a vice-presidente ser negada. O cargo acaba ficando com Bradley Preston (Dylan O’Brien), um executivo arrogante que herdou o comando da empresa após a morte do pai.

Apesar da relação conturbada, os dois se veem obrigados a unir forças após um acidente de avião. Eles se tornam os únicos sobreviventes e acabam presos em uma ilha deserta extremamente perigosa.

À primeira vista, o enredo poderia seguir o caminho tradicional de um drama de sobrevivência. No entanto, Socorro! vai muito além disso.

Terror e comédia em doses extremas

Photo by Brook Rushton. © 2025 20th Century Studios. All Rights Reserved.

Diferente de produções mais convencionais, Socorro! injeta doses intensas de terror e humor na jornada dos personagens. Essa combinação cria um tom imprevisível, que foge do óbvio e se transforma no grande diferencial do longa.

Essa abordagem foi decisiva para atrair os protagonistas. Dylan O’Brien descreveu o projeto como “absolutamente selvagem, original e revigorante”, elogiando a mistura de gêneros. Já Rachel McAdams destacou a ambiguidade moral dos personagens e as constantes reviravoltas da trama, que mantêm o suspense em alta.

Sam Raimi e o sabor do absurdo

Grande parte da identidade de Socorro! vem de seu diretor. Sam Raimi, conhecido por mesclar horror e humor em filmes como Evil Dead e Arraste-me Para o Inferno, retorna ao terror com um projeto que abraça o exagero.

Famoso também pela primeira trilogia de Homem-Aranha, Raimi se encantou não apenas com a história criada por Damian Shannon e Mark Swift, mas principalmente com as possibilidades dramáticas e cômicas de seus personagens.

Segundo o diretor, o interesse estava em explorar como pessoas comuns reagem quando empurradas ao limite.

Dois personagens, um conflito constante

Com apenas dois protagonistas em cena durante grande parte do filme, a escolha do elenco se tornou essencial. Linda precisava ser vulnerável e, ao mesmo tempo, extremamente forte — algo que os roteiristas enxergaram imediatamente em Rachel McAdams.

A atriz traz no currículo romances, comédias, dramas investigativos e até filmes de super-heróis. Em Socorro!, ela utiliza toda essa bagagem de uma só vez. Segundo McAdams, Linda é a personagem que mais se transforma ao longo de um filme em sua carreira.

Para contrabalançar, Dylan O’Brien interpreta Bradley, um CEO arrogante e inseguro. O ator explica que buscou uma versão de vilão mais humana, baseada em fragilidade e vaidade, em vez de pura maldade.

Uma ilha que amplifica o caos

Photo by Brook Rushton. © 2025 20th Century Studios. All Rights Reserved.

É no choque entre essas duas personalidades que Socorro! ganha força. Enquanto Linda evolui e se redescobre, Bradley entra em colapso. Esse contraste sustenta a tensão e abre espaço para momentos que transitam entre o grotesco e o cômico.

Aos poucos, a ilha deixa de ser apenas um cenário e passa a funcionar como um catalisador para situações cada vez mais sinistras. Assim, o filme mergulha de vez no território do horror cômico — um prato cheio para o estilo de Raimi.

Realismo em meio ao absurdo

Curiosamente, todo o exagero de Socorro! só funciona porque o filme se ancora no realismo. A cena do acidente aéreo, por exemplo, foi gravada em um set construído dentro de um jatinho privado, submerso em um enorme tanque de água.

Já as cenas da ilha foram filmadas em Ko Hong, na Tailândia. O local ofereceu não apenas paisagens cinematográficas, mas também condições físicas desafiadoras, como calor intenso e areia escaldante, ajudando os atores a vivenciar a experiência dos personagens.

Além disso, a produção contou com a consultoria de Ky Furneaux, especialista em sobrevivência. Todas as técnicas usadas pelos personagens seguem princípios reais, desde a coleta de água até a construção de abrigos.

Um experimento cinematográfico sem medo

Para Sam Raimi, o equilíbrio entre caos e verossimilhança era essencial. Como a história foge completamente do comum, o diretor quis garantir que o público nunca questionasse a lógica da sobrevivência apresentada em cena.

O resultado é um filme que abraça o risco, ultrapassa limites e se permite experimentar. Nas palavras de Rachel McAdams, Socorro! é um dos projetos mais experimentais de sua carreira — assustador, intenso e extremamente empolgante.

Quando estreia e onde assistir Socorro!?

Socorro! chegou exclusivamente aos cinemas brasileiros em 29 de janeiro, prometendo surpreender o público com uma mistura ousada de terror, comédia e sobrevivência.

Últimas publicações

VEJA TAMBÉM

CRÍTICA | Cara de Um, Focinho de Outro

Restabelecendo o conceito original com uma história fofa e inteligente, a nova animação da Pixar Animation Studios se consagra como um dos longas mais divertidos do estúdio em décadas. Se havia alguma suspeita de que o novo longa pudesse não representar os melhores artifícios do famoso estúdio de animação, essas desconfianças se dissiparam. O filme de Daniel Chong é uma vitória e um retorno à boa forma de histórias divertidas que compreendem seu papel de entretenimento com sabedoria. A nova animação da Pixar, dirigida e escrita por Chong, traz uma história encantadora e inovadora sobre Mabel (Piper Curda), uma jovem amante dos animais que usa uma tecnologia revolucionária para se conectar com o mundo animal de uma maneira única. Graças a uma invenção que permite transferir sua consciência para o corpo de um castor robótico, Mabel pode agora explorar os mistérios do reino animal, vivenciando o mundo de uma perspectiva completamente nova, além de acessar suas próprias emoções e imaginação. Enquanto Mabel se aventura nesse universo fascinante, ela se depara com uma grande ameaça: Jerry (Jon Hamm), o prefeito anti-animal cuja postura hostil em relação aos seres não humanos coloca os animais em risco. Jerry está determinado a acabar com a convivência entre humanos e animais e, portanto, Mabel precisa agir disfarçada como uma marmota robô para desvendar seus planos e proteger seus amigos de patas e penas. É com imensa satisfação que posso afirmar: trata-se de uma fórmula consagrada que se renova quando são dadas as devidas liberdades aos autores. O visual é estonteante e vivo em Cara de Um, Focinho de Outro, e o filme traz elementos já costumeiros desse tipo de obra, como uma mensagem edificante e maneirismos cômicos sustentados por personagens secundários carismáticos. Essa fórmula, instaurada a partir de Toy Story e aperfeiçoada desde então, sempre foi imitada pelos rivais da Pixar. Em maior ou menor grau, dentro do próprio estúdio ela também preencheu lacunas de produções anteriores, mesmo quando algumas não alcançaram o resultado esperado. Aqui, pelo contrário, esses elementos se misturam com um ar de ficção científica mais latente, assim como com um aspecto de terror muito particular — talvez até introdutório para crianças — construído a partir de um conceito que não fere a inocência infantil. Entretanto, o longa acaba não sendo perfeito pelo simples fato de acelerar demais sua resolução no terceiro ato, quando isso poderia ter sido conduzido com maior esmero. Fora isso, é pura diversão familiar inescapável no cinema. Nota do crítico:  Título: Cara de Um, Focinho de Outro Duração: 1h45min Gênero: Animação Onde Assistir: Cinema Sinopse: Para impedir que um bosque que abriga os animais seja destruído, a jovem Mabel transfere a própria mente para um castor robótico realista. Infiltrada no mundo selvagem, a jovem defensora da natureza une forças aos bichos em uma aventura animal.

CRÍTICA | A Noiva!

Uma bagunça completa, mas difícil de desviar o olhar, o segundo filme de Maggie Gyllenhaal é uma exortação punk rock experimental que quer dizer muito e não alcança plenamente esse feito. Quando esta produção lutava para conseguir orçamento para ser realizada na Netflix, a Warner Bros. veio em socorro da diretora, negociando a produção por um valor menor, mas garantindo um lançamento nos cinemas. Diferente de tudo que um espectador possa esperar ao comprar o ingresso, o longa será, no meu entender, avaliado e reavaliado ao longo dos anos que se seguirão, dado o grau claramente divisivo de sua proposta subversiva. A mistura de gêneros consolida uma visão única, mas igualmente falha. A Noiva! se passa em Chicago na década de 1930 e acompanha a história de origem da Noiva, uma jovem assassinada que ganha vida novamente. Sua morte trágica é encomendada pelo monstro do cientista Frankenstein que, solitário, pede uma companheira ao Dr. Euphronius. Os dois trazem de volta à vida uma jovem e, assim, nasce uma nova criatura: a Noiva. Logo, ela descobre um mundo marcado por obsessões e violência, além de se envolver em um romance selvagem e explosivo. Muita coisa é abordada no longa de Maggie: misoginia, violência policial e contra mulheres, máfia inescrupulosa, corrupção no sistema, números musicais em tom de homenagem, pertencimento e o amor como possível cura da solidão. Essa grande mistura — cujo roteiro também é escrito pela própria diretora — não chega a se encaixar plenamente. A única coesão real da narrativa está na atriz Jessie Buckley, futura vencedora do Oscar de Melhor Atriz por Hamnet, de Chloé Zhao. A intérprete está tão maníaca quanto se espera diante do caos da personagem — ou melhor, das três personalidades que ela assume ao longo do filme. Fica evidente não apenas o comprometimento da diretora com sua visão, que neste momento ainda parece difusa, mas também que é em Buckley que tudo ganha vida e contornos de loucura. Chego a admirar seu contraparte, Christian Bale, que interpreta Frank, o monstro de Frankenstein. O ator não chega a incomodar, mas fica aquém do que se espera dele quando divide cena com Buckley. Há uma tentativa de humanizar e compreender a dinâmica não apenas do casal, mas dos personagens como um todo, e isso acaba permanecendo um tanto vago. O que também chama atenção é o subaproveitamento de outros grandes nomes do elenco, como Penélope Cruz, que pouco aparece e merecia um desenvolvimento mais robusto — especialmente considerando o papel de autoridade que sua personagem tenta exercer ao longo da história. Nota do crítico:  Título: A Noiva! Duração: 2h07min Gênero: Drama, Romance, Suspense, Terror, Ficção Científica Onde Assistir: Cinemas Sinopse: Um solitário Frankenstein viaja para a Chicago dos anos 1930 para contactar uma cientista pioneira e lhe pedir que crie uma companheira para ele. Os dois revivem uma jovem assassinada, e a Noiva nasce.