Quando Bob Odenkirk saiu de Breaking Bad e fez participações na spin off Better Call Saul, seria um tanto espantoso vê-lo em um longa de ação ao estilo John Wick. Pois ele fez isso em Anônimo. Aquele senso de novidade foi o ponto propulsor do filme, um dos melhores daquele ano. Devido o sucesso, claro que teríamos a continuação, que explora algo maior mas não tão melhor.

Na trama, o pai de família Hutch Mansell retorna para lidar novamente com seu passado violento quatro anos após os eventos do primeiro filme. Depois de retornar ao trabalho repleto de perigos, socos e pancadas que tinha abandonado para criar e cuidar de sua família, Hutch está cada vez mais distante de sua esposa Becca (Connie Nielsen) e os filhos e sobrecarregado com as novas missões.
Para tentar se redimir, o homem decide levar todos numa viagem a um parque de diversões aquático que costumava passar as férias de verão na infância com seu irmão Harry (RZA). Acompanhado de seu pai David (Christopher Lloyd), os cinco chegam na charmosa, pacata e turística cidade de Plummerville, prontos para curtir os dias em família sem distrações de trabalho. Esses planos, porém, saem do eixo quando uma briga inesperada e aparentemente trivial com alguns encrenqueiros locais desencadeia uma série de eventos perigosos.

Grande parte do elenco retorna, com adições pontuais de calibre ao contexto da narrativa, como Sharon Stone no papel de uma vilã surtada e megalômana, mas assim como manda o figurino, ela é subaproveitada e é apresentada quando o filme já decolou e gastou grande parte do tempo em atualizar o contexto familiar de Hutch, que precisa recuperar o senso de cuidado da família.
Essa questão por exemplo complica toda a trama pois o longa é relativamente curto, e com a montagem frenética para dar agilidade a ação, o filme em si acaba sendo um tanto instantâneo e até certo ponto, mais pobre em outras áreas, como efeitos visuais bem mequetrefes, principalmente no ato final.

Isso não é algo que atrapalhe a experiência como todo, já que o elenco sustenta a diversão, mas como disse anteriormente, o senso de novidade se perdeu, ao mesmo tempo em que ele luta para deixar algo maior quando na verdade se apresenta muito mais contido do que o material de divulgação.
Dito isso, é um filme protocolar que vai chamar a atenção, principalmente dos apaixonados pela primeira inserção de Odenkirk nesse meio da porradaria, mas é bom parar por aqui.
Nota do crítico:
Título: Anônimo 2
Duração: 1h29min
Gênero: Ação, Comédia
Onde Assistir: Cinemas
Sinopse: Em Anônimo 2, o pai de família Hutch Mansell retorna para lidar novamente com seu passado violento quatro anos após os eventos do primeiro filme. Depois de retornar ao trabalho repleto de perigos, socos e pancadas que tinha abandonado para criar e cuidar de sua família, Hutch está cada vez mais distante de sua esposa Becca (Connie Nielsen) e os filhos e sobrecarregado com as novas missões. Para tentar se redimir, o homem decide levar todos numa viagem a um parque de diversões aquático que costumava passar as férias de verão na infância com seu irmão Harry (RZA). Acompanhado de seu pai David (Christopher Lloyd), os cinco chegam na charmosa, pacata e turística cidade de Plummerville, prontos para curtir os dias em família sem distrações de trabalho. Esses planos, porém, saem do eixo quando uma briga inesperada e aparentemente trivial com alguns encrenqueiros locais desencadeia uma série de eventos perigosos.