Ainda Estou Aqui 5 milhões

Ainda Estou Aqui | Filme supera 5 milhões de espectadores no Brasil

O emocionante Ainda Estou Aqui supera 5 milhões de espectadores e coleciona prêmios. Descubra mais sobre o filme de Walter Salles!

O emocionante Ainda Estou Aqui segue conquistando público e crítica, ultrapassando a impressionante marca de 5,1 milhões de espectadores no Brasil. O longa de Walter Salles também continua colecionando prêmios e estreias internacionais, consolidando-se como um dos filmes brasileiros de maior impacto dos últimos anos.

Nesta segunda-feira, 17 de fevereiro, o filme recebeu o prêmio de Filme Mais Valioso do Ano, concedido pelo Cinema for Peace, em Berlim. A premiação reconhece produções que abordam causas humanitárias e ambientais. Os roteiristas Murilo Hauser e Heitor Lorega representaram a equipe na cerimônia.

No mesmo dia, Ainda Estou Aqui foi premiado como Melhor Filme em Língua Não Inglesa no Latino Entertainment Film Awards. Além disso, Fernanda Torres recebeu o prêmio de Melhor Atriz pela Associação de Jornalistas Latinos de Entretenimento (LEJA).

Já nesta terça-feira, 18 de fevereiro, Walter Salles foi homenageado em Madrid ao receber o Goya de Melhor Filme Ibero-Americano, conquistado no último 8 de fevereiro.

Indicações e expectativa para o Oscar

O longa já acumula 38 prêmios nacionais e internacionais e concorre no OFTA Film Award, no dia 23 de fevereiro, nas categorias de Melhor Filme Estrangeiro e Melhor Atriz para Fernanda Torres. Para o Oscar, que acontece em 2 de março, a Academia de Artes e Ciências Cinematográficas definiu que Rodrigo Teixeira e Maria Carlota Bruno representarão o filme na disputa por Melhor Filme.

Além do sucesso no Brasil, Ainda Estou Aqui já arrecadou US$ 25,4 milhões mundialmente. Nos Estados Unidos, o filme atingiu US$ 3,5 milhões, tornando-se a terceira maior bilheteria de um filme brasileiro no país. Em Portugal, liderou as bilheteiras por quatro semanas consecutivas, com 214,7 mil espectadores. Na França, mais de 275,8 mil pessoas assistiram ao filme.

A produção também teve recepção positiva na Itália, México, Chile, Venezuela e Bolívia, com aprovação da crítica especializada. A nova fase de lançamento inclui estreias em diversos países da América Latina e da Europa, além de lançamentos futuros na Austrália e Alemanha.

Uma trajetória de sucesso nos festivais

Selecionado para mais de 50 festivais internacionais, Ainda Estou Aqui conquistou sete prêmios de Melhor Filme segundo o Júri Popular, incluindo o Festival Internacional de Cinema de Roterdã e o Festival Internacional de Cinema de Miami. A produção foi destaque em eventos nos Estados Unidos, Canadá, França, China, Inglaterra, Portugal, Espanha, entre outros.

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CRÍTICA | Cara de Um, Focinho de Outro

Restabelecendo o conceito original com uma história fofa e inteligente, a nova animação da Pixar Animation Studios se consagra como um dos longas mais divertidos do estúdio em décadas. Se havia alguma suspeita de que o novo longa pudesse não representar os melhores artifícios do famoso estúdio de animação, essas desconfianças se dissiparam. O filme de Daniel Chong é uma vitória e um retorno à boa forma de histórias divertidas que compreendem seu papel de entretenimento com sabedoria. A nova animação da Pixar, dirigida e escrita por Chong, traz uma história encantadora e inovadora sobre Mabel (Piper Curda), uma jovem amante dos animais que usa uma tecnologia revolucionária para se conectar com o mundo animal de uma maneira única. Graças a uma invenção que permite transferir sua consciência para o corpo de um castor robótico, Mabel pode agora explorar os mistérios do reino animal, vivenciando o mundo de uma perspectiva completamente nova, além de acessar suas próprias emoções e imaginação. Enquanto Mabel se aventura nesse universo fascinante, ela se depara com uma grande ameaça: Jerry (Jon Hamm), o prefeito anti-animal cuja postura hostil em relação aos seres não humanos coloca os animais em risco. Jerry está determinado a acabar com a convivência entre humanos e animais e, portanto, Mabel precisa agir disfarçada como uma marmota robô para desvendar seus planos e proteger seus amigos de patas e penas. É com imensa satisfação que posso afirmar: trata-se de uma fórmula consagrada que se renova quando são dadas as devidas liberdades aos autores. O visual é estonteante e vivo em Cara de Um, Focinho de Outro, e o filme traz elementos já costumeiros desse tipo de obra, como uma mensagem edificante e maneirismos cômicos sustentados por personagens secundários carismáticos. Essa fórmula, instaurada a partir de Toy Story e aperfeiçoada desde então, sempre foi imitada pelos rivais da Pixar. Em maior ou menor grau, dentro do próprio estúdio ela também preencheu lacunas de produções anteriores, mesmo quando algumas não alcançaram o resultado esperado. Aqui, pelo contrário, esses elementos se misturam com um ar de ficção científica mais latente, assim como com um aspecto de terror muito particular — talvez até introdutório para crianças — construído a partir de um conceito que não fere a inocência infantil. Entretanto, o longa acaba não sendo perfeito pelo simples fato de acelerar demais sua resolução no terceiro ato, quando isso poderia ter sido conduzido com maior esmero. Fora isso, é pura diversão familiar inescapável no cinema. Nota do crítico:  Título: Cara de Um, Focinho de Outro Duração: 1h45min Gênero: Animação Onde Assistir: Cinema Sinopse: Para impedir que um bosque que abriga os animais seja destruído, a jovem Mabel transfere a própria mente para um castor robótico realista. Infiltrada no mundo selvagem, a jovem defensora da natureza une forças aos bichos em uma aventura animal.

CRÍTICA | A Noiva!

Uma bagunça completa, mas difícil de desviar o olhar, o segundo filme de Maggie Gyllenhaal é uma exortação punk rock experimental que quer dizer muito e não alcança plenamente esse feito. Quando esta produção lutava para conseguir orçamento para ser realizada na Netflix, a Warner Bros. veio em socorro da diretora, negociando a produção por um valor menor, mas garantindo um lançamento nos cinemas. Diferente de tudo que um espectador possa esperar ao comprar o ingresso, o longa será, no meu entender, avaliado e reavaliado ao longo dos anos que se seguirão, dado o grau claramente divisivo de sua proposta subversiva. A mistura de gêneros consolida uma visão única, mas igualmente falha. A Noiva! se passa em Chicago na década de 1930 e acompanha a história de origem da Noiva, uma jovem assassinada que ganha vida novamente. Sua morte trágica é encomendada pelo monstro do cientista Frankenstein que, solitário, pede uma companheira ao Dr. Euphronius. Os dois trazem de volta à vida uma jovem e, assim, nasce uma nova criatura: a Noiva. Logo, ela descobre um mundo marcado por obsessões e violência, além de se envolver em um romance selvagem e explosivo. Muita coisa é abordada no longa de Maggie: misoginia, violência policial e contra mulheres, máfia inescrupulosa, corrupção no sistema, números musicais em tom de homenagem, pertencimento e o amor como possível cura da solidão. Essa grande mistura — cujo roteiro também é escrito pela própria diretora — não chega a se encaixar plenamente. A única coesão real da narrativa está na atriz Jessie Buckley, futura vencedora do Oscar de Melhor Atriz por Hamnet, de Chloé Zhao. A intérprete está tão maníaca quanto se espera diante do caos da personagem — ou melhor, das três personalidades que ela assume ao longo do filme. Fica evidente não apenas o comprometimento da diretora com sua visão, que neste momento ainda parece difusa, mas também que é em Buckley que tudo ganha vida e contornos de loucura. Chego a admirar seu contraparte, Christian Bale, que interpreta Frank, o monstro de Frankenstein. O ator não chega a incomodar, mas fica aquém do que se espera dele quando divide cena com Buckley. Há uma tentativa de humanizar e compreender a dinâmica não apenas do casal, mas dos personagens como um todo, e isso acaba permanecendo um tanto vago. O que também chama atenção é o subaproveitamento de outros grandes nomes do elenco, como Penélope Cruz, que pouco aparece e merecia um desenvolvimento mais robusto — especialmente considerando o papel de autoridade que sua personagem tenta exercer ao longo da história. Nota do crítico:  Título: A Noiva! Duração: 2h07min Gênero: Drama, Romance, Suspense, Terror, Ficção Científica Onde Assistir: Cinemas Sinopse: Um solitário Frankenstein viaja para a Chicago dos anos 1930 para contactar uma cientista pioneira e lhe pedir que crie uma companheira para ele. Os dois revivem uma jovem assassinada, e a Noiva nasce.